quarta-feira, 28 de abril de 2010
Louvor de feriado.
" - Está pensando para que? Não pense, só sinta! Vamos sentir um pouco do nosso egoísmo! É lindo fazer o feio, é vanguarda ser torto, ser clown bêbado de palco. Façamos uma roda e contemos, entre aplausos, como enfeitamos nossas ações mais impulsivas. Agora pare, não pense mais! Afinal, se a leitura é burra porque haveria de ser penosa a escrita?"
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Fratelli
Di che reggimento siete
fratelli?
Parola tremante
nella notte
Foglia appena nata
Nell'aria spasimante
involontaria rivolta
dell'uomo presente alla sua
fragilità
Fratelli
(Giuseppe Ungaretti - Mariano il 15 luglio 1916)
fratelli?
Parola tremante
nella notte
Foglia appena nata
Nell'aria spasimante
involontaria rivolta
dell'uomo presente alla sua
fragilità
Fratelli
(Giuseppe Ungaretti - Mariano il 15 luglio 1916)
Marcadores:
fratelli,
literatura italiana,
Ungaretti
terça-feira, 20 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Volta e meia.
Hoje reacendi o cigarro de anos atrás.
O vento gelava as pontas dos dedos e altos pinheiros remavam o ar. Eu caminhava entre concreto e mármore enquanto tomava longos goles de vinho (vinho esse do qual nunca me desfiz).
Era tão grandioso me passando por Deus que arranhava os joelhos em beiras de telhados e me cegava entre nuvens.
Ao reacender o cigarro encarei todos os olhos da cidade e eles, sem palavras, denunciaram não ser inédia minha passagem por lá. O reflexo da poça que amanheceu fria é só reflexo da poça à muito já seca.
Pois, por mais que volte a pisar o lago congelado ou a sentir o gosto de fumaça e menta, meu tamanho foi levado com o tempo e ao entrar novamente nesse palco não sou maior que uma lembrança. Um fragmento adulterado.
O vento gelava as pontas dos dedos e altos pinheiros remavam o ar. Eu caminhava entre concreto e mármore enquanto tomava longos goles de vinho (vinho esse do qual nunca me desfiz).
Era tão grandioso me passando por Deus que arranhava os joelhos em beiras de telhados e me cegava entre nuvens.
Ao reacender o cigarro encarei todos os olhos da cidade e eles, sem palavras, denunciaram não ser inédia minha passagem por lá. O reflexo da poça que amanheceu fria é só reflexo da poça à muito já seca.
Pois, por mais que volte a pisar o lago congelado ou a sentir o gosto de fumaça e menta, meu tamanho foi levado com o tempo e ao entrar novamente nesse palco não sou maior que uma lembrança. Um fragmento adulterado.
Marcadores:
álcool.,
fragmento,
frio,
Luiz Pierotti
Assinar:
Postagens (Atom)